“É nos Contos de Fada onde melhor se pode estudar a anatomia comparada da psique”. JUNG

 
PROJETO "ERA UMA VEZ...HISTORIAS PRA GENTE ACORDAR".
 
 
A Linguagem Simbólica dos Contos de Fadas

Da mesma maneira que acontece nos sonhos, os Conto de Fadas são representações de acontecimentos de nossa psique.
A diferença é que nos sonhos as imagens simbólicas vêem permeadas de fatores de natureza pessoal – sua interpretação varia conforme a “história interior” do sonhador. Já os contos de fada trazem conteúdos simbólicos pertencentes a todos os homens, pois eles são a expressão mais pura e simples dos processos psíquicos do inconsciente coletivo.
Eles têm origem nas camadas profundas do inconsciente,  mas do Inconsciente coletivo – são comuns à psique de todos os seres humanos. É por isso que os temas dos contos de fadas aparecem e reaparecem de forma tão evidente em contos de inúmeros países. Em culturas que não tinham contato entre si, em épocas diferentes- com muito pouca variação. 
As histórias são muito mais antigas do que a arte e a psicologia.
Assim como os mitos e as lendas, os contos de fada e as fábulas provêm do alvorecer da cultura humana e acham-se espalhados por todas as civilizações. A energia das histórias, é a energia da alma humana. Seus elementos pertencem ao mundo dos arquétipos.

Segundo Marie Louise von Franz em Interpretação dos Contos de Fadas (ed. Paulus) os contos de fadas espelham a estrutura mais simples, ou o “esqueleto” da psique, e que suas muitas peças acabam por fundir-se, compondo os grandes mitos que expressam toda uma produção cultural mais elaborada.
O estudioso clássico E. Schwizer demonstra como, por exemplo, o mito de Hércules foi sendo aos poucos espontaneamente “montado” a partir de histórias separadas, todas temas centrais de seus respectivos contos de fadas.
 
"Mitos e Contos de Fadas dão expressão a processos inconscientes e sua narração
provoca a revitalização desses processos, restabelecendo assim a conexão entre consciente e inconsciente". 
JUNG
Na linguagem dos contos, a análise vem de forma impessoal, mais purificada.
Todas as pessoas têm temas a serem trabalhados, temas de construção e de destruição.
Cada história vai sensibilizar cada um de nós de um jeito diferente. Além disso, as histórias trabalham também a memória, o aspecto afetivo, psicológico e cognitivo.
Mesmo não falando de verdades objetivas e sim subjetivas, pois são narradas na linguagem dos símbolos, as histórias encantam a todos.
Muitas não passam pelo crivo do racional, mas permitem que sejam acessadas camadas profundas do inconsciente, fazendo ressoar elementos que ali se encontram, ajudando-os, como nos sonhos a ganharem luz e consciência.
Talvez aí resida o grande mistério e fascínio exercido pelas histórias, pelos contos de fadas.

 

 

Os Contos de Fadas começam sempre com “..Era uma vez...”, ou algo parecido, significando que eles se passam fora de tempo e espaço, ou seja a “Terra de Ninguém do Inconsciente Coletivo”.

 
 
Há cerca de quinze anos, a psicoterapeuta Irene Carmo Pimenta vem desenvolvendo o Projeto “Era uma vez... histórias pra gente acordar”.
O título: “Era uma vez...histórias pra gente acordar”, faz uma alusão ao hábito de se contar histórias para as crianças dormirem.
O Objetivo deste conjunto de oficinas, é que a partir da análise do conteúdo, não só dos contos de fadas tradicionais, mas também dos contos de diversas culturas, o participante se aproprie dos elementos simbólicos existentes nos mesmos, utilizando-os como “ferramentas terapeuticas” para uma maior compreensão de si e do mundo.
 
São histórias para "despertar" trazendo à luz muitos registros ocultos no inconsciente..
Oficinas bem dinâmica que valem por muitas “sessões" de terapia.
São ilustradas com belíssimas imagens em “data show”, com roda de conversa para troca de experiências, além de vivèncias práticas com arte (escrita, pintura, modelagem em argila, construção de mandalas, etc...)