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o mantra gayatri

Gāyatrī (gāyatrī Sânscrito: गायत्री)

O Gayatri mantra é, junto com o OM, o mantra mais conhecido e cantado na Índia. Ele representa a essência do conhecimento védico.
Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que representa o seu poder criativo ou shakti. Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana.

OM
BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHEEMAH
DHIYO YO NAHA PRACHODAYAT

A palavra Gayatri é composta de duas palavras:
Gaya= Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.
Trâyate =o que protege; o que concede a liberação, liberar.
(…)A estrutura do mantra é de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas.
1 – Tat: Sabedoria Profunda
2 – Sa: Bom uso da energia
3 – Vi: Bom uso da riqueza
4 – Tu: Coragem durante períodos ruins / acidentes
5 – Va: A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres
6 – Re:A grandiosidade da esposa, que concede toda a fortuna à família
7 – Nyam: Adoração e respeito à Natureza
8 – Bhar: Controle Mental constante e firme
9 – Go: Cooperação e Paciência
10 – De: Todos os sentidos sob controle
11 – Va: Vida Pura
12 – Sya: Unidade do homem com Deus
13 – Dhee: Sucesso em todas as esferas
14 – Ma: Justiça Divina e Disciplina
15 – Hi: Conhecimento
16 – Dhi: Vida e morte
17 – Yo: Seguir o caminho da retidão
18 – Yo: Manutenção da Vida
19 – Nah: Cautela e Segurança
20 – Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir e Doação para o bem
21 – Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios
22 – Da: Auto Realização e Bem Aventurança
23 – Ya: Boa Progênie
24 – At: Disciplinas da vida e cooperação

Segundo o professor de yoga Luiz Fernando Mingrone, o mantra não é uma simples oração ou ode a uma deidade específica, mas sim todo um conjunto de conhecimentos profundos e sutis. Não é a toa que o gayatri mantra é considerado a essência dos vedas.
OM: de forma simplista podemos dizer que ele é o som primordial, a fonte de toda a criação.
BHUR BHUVAH SVAH:
BHUR é tradicionalmente associada ao plano físico. Esotericamente é a “espiritosfera” (neologia usada para descrever a amplitude da “atmosfera espiritual” pertinente ao planeta, corpo celeste ou parte/ambiente sideral) do planeta Terra.
BHUVAH: “atmosfera”. Esotericamente é a espiritosfera imediatamente superior à nossa. Segundo a tradição seria o espaço entre o Sol e a Terra e entre a Terra e os outros planetas. Para o pensamento hindu, todos os planetas são habitados e ao mesmo tempo são consciências distintas, sendo Júpiter o mais avançado (espiritualmente) de todos (em nosso sistema solar).
Lê-se “buvarrá”. Em alguns casos, onde o ‘h’ final não é pronunciado, é “buvá”.
SVAH: é o Paraíso, o plano mais alto em nosso sistema. Esotericamente é associado ao Sol, que segundo os sábios é o “limite da onisciência” (Ishwara) de nosso sistema. É ele o portador de todos os referenciais de conhecimento que possuímos. Para um aprofundamento recomendo ler com atenção o Yoga Sutras de Patanjali. Infelizmente não poderemos aprofundar esse tema aqui, pois ele é extenso e tem correlação com a manifestação consciencial desde Brahman até o mundo físico.
Lê-se “suvarrá”. Em alguns casos pode ser lido como “isvárra”.
TAT: Aquele, aquela (aqui refere-se à Savitri). Lê-se “Tat” (com t mudo).
SAVITUR: De Savitri, o esplendor do Sol, o brilho solar, os raios solares, a força solar. Em muitos casos Savitri é associado ao deus do Sol (Surya). Ela seria a shakti (poder) de Surya.
De forma esotérica representa o Criador, Sustentador, o todo penetrante.
VARENYAM: Desejável, excelente, o melhor entre
BHARGO: efulgência, esplendor, luminosidade (que destrói os pecados), brilho, glória.
DEVASYA: Divino, relativo à divindade. Lê-se “devássia”.
DHEEMAH: Meditar sobre; relativo à meditação. Lê-se “dimarri”.
DHIYO: pensamentos elevados ou nobres, intuição profunda, iluminar (revelar a Realidade Última). Lê-se com o i duplo, “diio”.
YO: o que, o qual.
NAH: nosso, de nós, unir, junto, nó. Lê-se “narrá”, com o “á” curto, como em água.
PRACHODAYAT: de prach (pedir, demandar) + codate[chodayate] (animar, inspirar, colocar em movimento), portanto a tradução seria algo como possa inspirar, possa animar. Lê-se “prachodaiáte”
“Eu Saúdo aquele Ser, possuidor da efulgência divina e que éa causa e sustentação de todos os planos da existência. Que minha mente esteja sempre fixa e absorvida Nele e que Ele possa iluminar, purificar e inspirar meu intelecto.”
O Mantra está todo relacionado ao aspecto iluminador e todo abrangente de Brahman. Em verdade nos mostra a natureza essencial de toda a existência.
Gayatri é uma das formas da Shakti (poder) de Brahma, de Vishnu e Shiva (trindade hindu).
Ela representa a base, o substrato de toda a existência. Ela é a “expansão” do OM ou a energia que o movimenta. Num estudo mais aprofundado o mantra se revela como sendo a representação do Sol Espiritual ou a Luz da Consciência. Sem essa Luz, o próprio Brahma (criador na trindade hindu) perderia seu sentido de ser. Sem essa Luz não haveria o que ser sustentado ou preservado. Ela seria a ponte ou a ligação inquebrantável de Brahman com tudo. Seria a Presença invisível e subjacente a tudo.
O Mantra foi ensinado ao avatar Rama por Vishwamitra durante a batalha contra o demônio Ravana, onde todas as possibilidades de vitória de Rama diminuíram consideravelmente.
Com o uso do mantra, Rama teve o controle de todas as armas divinas e assim conseguiu derrotar o demônio.
Assim, o mantra tem sua aplicação no sentido de manifestação, de realizar o potencial de “vir a ser”. É energia pura. Segundo os Vedas, “O Gayatri protege quem o recita”.
Ele pode ser dividido em três partes para maior entendimento.
A primeira parte é de louvor, a segunda de meditação e a terceira de prece.
Primeiro saudamos a Realidade Suprema, depois fixamos a mente e coração Nela e por último apelamos para a purificação e iluminação.
O mantra é também atribuído às deusas Gayatri, Savitri e Saraswati, onde Saraswati representa a perfeita expressão, a harmonia e unidade; Gayatri governa os sentidos e Savitri governa as energias vitais.

Nota: Brahman – do sânscrito – O Supremo, O Absoluto, O Eterno, O Grande Arquiteto Do Universo, O Grande Espírito, Deus, O Todo que está em tudo.

“Os seus dois olhos não podem revelar-lhes a magnificência e a majestade do reino do espírito.
Eles estão focalizados no mundo objetivo e nas suas atrações passageiras. Conseqüentemente, o mantra Gayatri lhes foi dado como um terceiro olho, para revelar-lhes essa visão interna por meio da qual vocês podem vivenciar Brahman.
Gayatri é um tesouro que vocês devem proteger as suas vidas inteiras. […]Nunca abandonem o Gayatri; vocês podem deixar ou ignorar qualquer outro mantra, mas vocês deveriam recitar o Gayatri pelo menos algumas vezes durante o dia.
Ele os protegerá dos perigos onde quer que vocês estejam – viajando, trabalhando ou em casa. Os ocidentais investigaram as vibrações produzidas por este mantra e descobriram que quando ele é recitado com a pronúncia correta, como estabelecido nos Vedas, a atmosfera ao redor torna-se visivelmente iluminada.
Assim, o resplendor de Brahma descerá sobre vocês, animará os seus intelectos e iluminará o seu caminho quando este mantra for entoado. Gayatri é a Mãe, a força que anima toda a vida. Portanto, dele não se descuide nunca.”
(Discurso de Satya Sai Baba em de 20 de junho de 1977)

“Gayatri é conhecido como Panchamukhi que significa que ela tem cinco faces. Quais são elas? Aum é a primeira face; “Bhur Bhuvah Swaha” é a segunda; “Tat Savitur Varenyam” é a terceira; “Bhargo Devasya Dhimahi” é a quarta; “Dhiyo Yo Nah Prachodayat” é a quinta. O Gayatri tem três partes: louvor, meditação e oração. Primeiro, o Divino é louvado, então se medita com reverência e, finalmente, um apelo é feito ao Divino para dispersar a escuridão da ignorância e despertar e fortalecer o intelecto. Dhimahi relaciona-se ao aspecto meditativo. Dhiyo Yo Nah Prachodayat relaciona-se ao aspecto da oração. Cantar o mantra Gayatri purifica a mente e confere devoção, desapego e sabedoria. O mantra Gayatri é altamente sagrado. […]

O mantra Gayatri contém a essência de todos os mantras. O Gayatri é a personificação de todos os deuses e deusas.”
(Discurso Satya Sai Baba em de 10 de fevereiro de 2000)
Bhur, Bhuvah e Swaha no mantra Gayatri se referem ao corpo (materialização), à força de vida (vibração) e à alma (radiação). Bhur quer dizer Bhuloka (a terra) que não é nada mais que a combinação de materiais. Isto denota o corpo humano, que também é uma combinação de materiais. Bhuvah se refere à força vital que faz o corpo vibrar. Swaha se refere ao Poder do Conhecimento Supremo (Prajnana Shakti) que sustenta a força vital. Este Poder é conhecido como a Consciência Integrada Constante. Ele também é chamado de radiação. Todos os três, materialização, vibração e radiação estão presentes no homem. Eu lhes falo freqüentemente que vocês não são um, mas três – aquele que vocês pensam que são (corpo físico), aquele que os outros pensam que vocês são (corpo mental) e aquele que vocês realmente são (Atma). A vida humana é a combinação de corpo, mente e Atma. O corpo é a base para atingir sabedoria. Assim, ele não deveria ser mal utilizado. Tem-se que purificar o corpo e a mente empreendendo ações sagradas. O princípio do Atma é sempre puro e imaculado. A vida humana é extremamente sagrada.”
(Palavras de Sathya Sai, vol. I, pág. 232)

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