Visualizações 0

Na Psicologia Analítica, o sofrimento é compreendido como um catalisador profundo para o nosso desenvolvimento psicológico (um chamado para a *Individuação).

Jung acreditava que os relacionamentos íntimos são o espelho mais poderoso da nossa própria psique. Quando sofremos por amor, estamos, na verdade, sendo forçados a confrontar partes de nós mesmos que desconhecíamos.

Segundo ele: “Não há despertar de consciências sem dor”. O sofrimento amoroso é, muitas vezes, o momento exato em que a psique diz: “Você estava buscando a sua completude no outro. Agora, você precisa encontrar isso dentro de si”.

O que a lenda nos conta:

Clítia era Ninfa das Flores e amava Hélios, o Deus Sol e é rejeitada por ele. Imersa na mais profunda dor ela definha, e acaba criando raízes e renascendo como um girassol.

Na alquimia, existe uma fase chamada Nigredo (a escuridão). No amor, a Nigredo é a fase da crise, da dor, da traição, do distanciamento ou do término. Para Jung, essa escuridão e esse sofrimento são etapas absolutamente necessárias para que a relação (ou o indivíduo, caso a relação termine) evolua para um estado superior de consciência. O ouro não pode ser forjado sem passar pelo fogo.

A lenda nos ensina que, apesar da dor causada por uma perda amorosa, é possível transformar essa dor em algo que nos faça seguir em direção a Luz da nossa própria Consciência.

NOTA: *O objetivo final de toda a psicologia de Jung é a Individuação — o processo de se tornar uma pessoa inteira, indivisível e consciente de si mesma.

Irene Carmo Pimenta

TEXTO: Irene Carmo Pimenta

Imagens: Internet:

Honre o Sagrado!  Quando for reproduzir as matérias desse Blog cite a fonte.

Gostou do conteúdo? Compartilhe

Copyright 2022® – Oficina de Consciência 

teiadeluz@oficinadeconsciencia.com.br